11 de novembro de 2010

O filho é meu e ninguém tasca

Foi por volta das 17:00 do dia 11 de novembro de 2010, numa cidade desse Brasil continental, seu prefeito inaugurava, parcialmente, a nova ponte sobre determinado rio daquela cidade.
A ponte faz parte de um pacote, que inclui a duplicação de uma determinada rodovia dessa localidade, e é uma obra federal. Essa obra tem cerca de 80 milhões do governo federal e uns 4 milhões do município.
É de praxe, no Brasil, os políticos adotarem aos filhos (obras) dos outros, desde que eles sejam bonitos. Se for feio o pai é outro. Assim acontece com as obras. As boas obras todos querem assumir: o esgoto a céu aberto, a falta de equipamentos hospitalares e do básico até para fazer um simples curativo na rede de saúde pública, ninguém assume, ninguém é pai nem dono. O que é ruim pertence ao acaso.
É uma situação complicada para tal cidade, pois cada gestor que entra quer ser pior que o que saiu. Parece mais uma competição para ver quem é pior para o povo. E os que estiveram antes, gerindo a tal cidade, querem voltar, para completar a obra.
Ainda bem que essa estória se passou bem longe de Marabá.

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