O que tem de brasileiros nesse país comemorando festas e eventos de outros povos e países como se eles fossem daquele meio, é uma festa. Jamais serão. Nenhum dinheiro do mundo compra uma “identidade nacional”, ele sempre será o que sempre foi.
Estou dizendo isso por causa desse evento americano chamado de Halloween. Esse evento foi trazido para dentro do Brasil por pessoas que se sentem estrangeiros, embora tenham nascido e vivam aqui. Muita gente participa sem ao menos saber do que se trata. Isso está crescendo a cada ano e tem a participação de todas as classes sociais, já que o pessoal do andar de cima influencia os do andar de baixo, que aspira um dia ser do andar de cima. Como ascender a uma classe não é fácil, eles costumam seguir os usos e costumes dos do andar de cima.
Escolas pedem a alunos que façam trabalhos falando sobre Halloween. A mídia televisiva dá uma enorme cobertura ao Halloween e não mostra a nossa verdadeira cara. Isso é aculturação! Temos que conhecer a cultura de outros povos, porque isso é conhecimento, informação. O que não podemos é perder a nossa identidade. Eles lá fora não abrem mão de quem realmente são.
Queria saber se os americanos e europeus levaram o Saci-Pererê, Mula-sem-Cabeça, São João, Bumba-meu-boi e outras lendas, festas e eventos de nosso folclore para que seus cidadãos sejam inseridos nessas culturas.
O pior é que essa aculturação acontece com a colaboração de pessoas desse país, que são de alguma forma, formadores de opinião.
Nada contra outros idiomas. Até acho que a gente deveria sair das escolas falando e entendendo muito bem o inglês. Acho que muitas músicas não soariam bem para nossos ouvidos se soubéssemos inglês. Lá é como cá, onde temos boas e péssimas músicas. O importante é o indivíduo saber o que está ouvindo.
Vamos conhecer aos outros e tirar proveito do que eles têm de bom. O que não presta, deixemos com eles. Só não devemos esquecer quem somos.
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