Como sempre acontece, os candidatos financiados foram eleitos. Se não todos, mas pelo menos a grande maioria o foi. Elegeram-se os que podiam dar um tanque cheio de gasolina antes e durante a eleição; os que podiam andar por aí com as burras cheias de dinheiro para assediar aos também desonestos eleitores, que são milhares.
Não adianta falarmos em reforma política, se nós eleitores não passarmos antes por uma reforma de consciência. A compra e venda de voto é coisa antiga, não tem como banir a essa prática através de leis: só se o eleitor se conscientizar. E é besteira pensar e dizer que somente o eleitor pobre é que vende voto.
Uma vergonha que em 2012 teremos o desprazer de ver novamente, protagonizado por esses mesmos personagens, nas eleições municipais. E novamente a mesma prática entrará em ação, pois esses personagens trarão mais dinheiro na burra, já que conseguiram uma fonte inesgotável de recursos (escusos).
Votar consciente está se tornando pura perda de tempo num sistema político aristocrata e de eleitores corrompidos.
Porque candidatos como Tiririca e Romário foram eleitos, agora falam em reforma política. Estão conseguindo coro até mesmo entre os milhões de “tiriricas” que estão elegendo a esses aristocratas. Querem tirar o meu e o seu direito de participar como candidato numa eleição. A nós que não somos da linhagem de quem comanda o cenário político nesse país caberá somente a insignificância de eleger aos de sangue azul. Com essa reforma nos moldes que desejam os que comandam a política, ficará oficializado que somos um país aristocrata, faltando apenas adotar oficialmente o sistema de castas, sistema esse que silenciosamente já existe. A vontade dos defensores da reforma política é elitizar a política.
Se isso acontecer nessa pretensa reforma eleitoral, deixarei de votar, já que não poderei concorrer. Nada mais justo que esquecer o título.
0 Comentários:
Postar um comentário