27 de janeiro de 2011

AGRADECIMENTOS e INFORME

Antes de tudo quero agradecer a todos que acessam a esse blogue desde o dia em que ele foi iniciado. Obrigado pelas centenas de dúzias de acessos.
Aproveito também a oportunidade para informar que estarei postando no http://www.maraba2012.blogspot.com/. Um blogue voltado exclusivamente para o debate do processo eleitoral de 2012 em Marabá.
Se você que acessa a esse blogue quer continuar me prestigiando, acesse o blogue Marabá 2012.
Inclusive acabo de postar uma enquete sobre essa questão do afastamento do prefeito, bem como os rumores nos bastidores políticos da cidade.

Abraços a todos.

23 de novembro de 2010

Brevemente no ar, blogue Marabá 2012

O blogue Marabá 2012 está sendo criado com a finalidade exclusiva de debatermos o processo eleitoral de 2012 em Marabá, bem como a nossa participação direta nesse processo.
Quando digo nossa, quero dizer dos que ousarem pensar em tal empreitada.
Para conhecer o blogue, clique em Marabá 2012 e se prepare para, brevemente, ser participante, ajudador e colaborador dessa ideia.
Temos que mostrar que também somos capazes de fazer alguma coisa, por nós e por todos dessa comunidade.

18 de novembro de 2010

Proposta isenta lan houses de recolhimento de PIS/PASEP

A Câmara dos Deputados analisa proposta que isenta integralmente os equipamentos de informática adquiridos por lan houses do pagamento de PIS/Pasep até 31 de dezembro de 2014.
O Projeto de Lei 6798/10, do deputado Jilmar Tatto (PT-SP), também permite a aplicação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) em programas de implantação, operação, manutenção e modernização de estabelecimentos de acesso coletivo à internet (lan houses).
Conforme a proposta, o dinheiro poderá ser usado na compra de terminais, na infraestrutura de telecomunicações e de informática necessária para o acesso à internet e no pagamento de serviços de rede e de suporte. O deputado argumenta que 48% dos usuários brasileiros se conectam à rede por meio de lan houses, por isso investir nesses estabelecimentos vai acelerar a democratização do acesso à internet no país.
O projeto está anexado ao PL 1481/07, do Senado, que estabelece o prazo de até 31 de dezembro de 2013 para que todos os estabelecimentos de ensino do país (do fundamental ao superior) disponham de acesso à internet, e destina 75% dos recursos do Fust, a partir de 2008, para equipar os estabelecimentos de ensino com redes digitais de informação e recursos da tecnologia da informação.
Além do PL 1481/07, o projeto está apensado a outros 12 projetos, e já foi aprovado na forma de susbstitutivo por comissão especial e está pronto para entrar na pauta do plenário. Com informações da Agência Câmara.

11 de novembro de 2010

O filho é meu e ninguém tasca

Foi por volta das 17:00 do dia 11 de novembro de 2010, numa cidade desse Brasil continental, seu prefeito inaugurava, parcialmente, a nova ponte sobre determinado rio daquela cidade.
A ponte faz parte de um pacote, que inclui a duplicação de uma determinada rodovia dessa localidade, e é uma obra federal. Essa obra tem cerca de 80 milhões do governo federal e uns 4 milhões do município.
É de praxe, no Brasil, os políticos adotarem aos filhos (obras) dos outros, desde que eles sejam bonitos. Se for feio o pai é outro. Assim acontece com as obras. As boas obras todos querem assumir: o esgoto a céu aberto, a falta de equipamentos hospitalares e do básico até para fazer um simples curativo na rede de saúde pública, ninguém assume, ninguém é pai nem dono. O que é ruim pertence ao acaso.
É uma situação complicada para tal cidade, pois cada gestor que entra quer ser pior que o que saiu. Parece mais uma competição para ver quem é pior para o povo. E os que estiveram antes, gerindo a tal cidade, querem voltar, para completar a obra.
Ainda bem que essa estória se passou bem longe de Marabá.

28 de outubro de 2010

Perguntas irrespondíveis

Lendo a comentários nalgumas páginas e blogues que abordam principalmente o momento eleitoral pelo qual passa o país, vi um comentário que me chamou a atenção.
Nele, o leitor e comentarista diz o seguinte: "Como é que a imprensa descobre tantas irregularidades e a polícia não descobre nada? Como é que um jornalista consegue entrevistar a traficantes e a polícia não tem a menor noção de onde estão esses traficantes? Como um indivíduo denuncia um fato para a imprensa e não faz o correto, que é denunciar para a polícia?"

23 de outubro de 2010

Globalização não é aculturação

O que tem de brasileiros nesse país comemorando festas e eventos de outros povos e países como se eles fossem daquele meio, é uma festa. Jamais serão. Nenhum dinheiro do mundo compra uma “identidade nacional”, ele sempre será o que sempre foi.
Estou dizendo isso por causa desse evento americano chamado de Halloween. Esse evento foi trazido para dentro do Brasil por pessoas que se sentem estrangeiros, embora tenham nascido e vivam aqui. Muita gente participa sem ao menos saber do que se trata. Isso está crescendo a cada ano e tem a participação de todas as classes sociais, já que o pessoal do andar de cima influencia os do andar de baixo, que aspira um dia ser do andar de cima. Como ascender a uma classe não é fácil, eles costumam seguir os usos e costumes dos do andar de cima.
Escolas pedem a alunos que façam trabalhos falando sobre Halloween. A mídia televisiva dá uma enorme cobertura ao Halloween e não mostra a nossa verdadeira cara. Isso é aculturação! Temos que conhecer a cultura de outros povos, porque isso é conhecimento, informação. O que não podemos é perder a nossa identidade. Eles lá fora não abrem mão de quem realmente são.
Queria saber se os americanos e europeus levaram o Saci-Pererê, Mula-sem-Cabeça, São João, Bumba-meu-boi e outras lendas, festas e eventos de nosso folclore para que seus cidadãos sejam inseridos nessas culturas.
O pior é que essa aculturação acontece com a colaboração de pessoas desse país, que são de alguma forma, formadores de opinião.
Nada contra outros idiomas. Até acho que a gente deveria sair das escolas falando e entendendo muito bem o inglês. Acho que muitas músicas não soariam bem para nossos ouvidos se soubéssemos inglês. Lá é como cá, onde temos boas e péssimas músicas. O importante é o indivíduo saber o que está ouvindo.
Vamos conhecer aos outros e tirar proveito do que eles têm de bom. O que não presta, deixemos com eles. Só não devemos esquecer quem somos.

Por motivo de ambições maiores, vende-se ou troca-se um mandato de parlamentar novinho em folha

Eleitos os parlamentares estaduais, abre-se o pregão para vê quem dá mais pelos votos que o candidato conseguiu conquistar.
É isso mesmo que acontece! Eles negociam aqueles votos que receberam como se fossem todos deles. Entendem eles que ao fazer um sinal para quem os elegeu, todos rumarão para o lado que ele estiver apontando, se consideram donos da vontade daqueles que lhes deram o voto de confiança.
É assim que pensam: que são donos das vidas daquelas pessoas - que sem receberem as migalhas de trocados que alguns recebem - lhes confiou o voto. Eleitores são vistos como um objeto de sua propriedade, um objeto sem desejo, sem pensamento próprio, inanimado, sem vida, sem força, que só serve mesmo para isso: para servir de barganha no balcão de negócio deles.
E tem outro agravante: quando votamos em alguém para nos representar numa Assembléia, o fazemos porque queremos aquela pessoa ali, naquela Casa. O que está acontecendo é outra coisa totalmente contrário ao nosso desejo demonstrado durante o voto: o sujeito depois de eleito assume uma secretaria e passa a cadeira que demos pra ele, para outro sujeito que sequer conhecemos. Afinal nós demos o mandato para o primeiro sujeito para nos representar naquele cargo pelo qual ele pediu nosso voto e apoio, ou foi para ele negociar o mandato em troca de alguma secretaria e abandonar o posto? É honesto da parte dele fazer isso, dizer que iria nos representar e depois de eleito vender o mandato que demos para ele? O mais correto e honesto da parte dele não seria concluir o mandato que nós demos pra ele?
A verdade é que deveria ser proibido alguém ser eleito e depois largar o cargo pelo qual foi eleito e pegar algum outro cargo ou posto. A gente vota no sujeito confiando nas suas propostas, só que na primeira oportunidade ele joga de lado todos os nossos votos e sai atrás de melhores e maiores oportunidades pessoais, esquecendo por completo o compromisso que firmou conosco. E nós, onde ficamos nessa história?
É bom analisarmos o comportamento dos políticos que elegemos nesse pleito de 2010.

9 de outubro de 2010

Fazendo política

Está aberto o grande balcão eleitoral de negócios, onde o principal produto é o eleitor. Segundo turno tem dessas coisas.
Leva os votos quem oferece mais vantagens.
Os senhores e senhoras eleitos nesse pleito já estão negociando os votos que receberam, que por acaso acreditam e apregoam serem donos dos títulos e da vontade dos eleitores que lhes confiaram um voto. Entendem esses senhores e senhoras que o eleitor irá seguir no caminho que eles apontarem, sem perguntar, sem questionar, sem pensar... E sabe, tem sido assim mesmo desde muito tempo.
É para isso que usam nosso voto.
Essa é uma prática comum, acontece em ambos os lados e participa das rodadas de negociação até mesmo quem não foi eleito, mas teve uma votação expressiva.
Enquanto o eleitorado não votar consciente, será assim.
Vamos ver daqui pra frente, quando assumirem, quanto custará a cada um de nós a campanha e a eleição desses senhores e senhoras.

Guerra Santa, ou não tão santa assim?

Embora não seja praticante, sou cristão protestante. E vendo esse envolvimento das igrejas no cenário político, tão diretamente assim, fico desanimado desse pessoal que as dirige. Estão criando discórdia dentro das igrejas.
Já faz um bom tempo que as campanhas e os políticos - até os políticos ateus - adentraram as igrejas para buscar votos. Esse assédio deu um grande poder para as igrejas.
A maioria dos políticos se alia aos dirigentes dessas igrejas, que acabam orientando o voto nos políticos “amigos”. Na verdade deveriam fazer somente orientação espiritual.
Não sou contra o cristão protestante ou católico ou de qualquer outra religião participar da eleição como candidato ou como votante, mas que ele deixe essas questões do lado de fora das igrejas. Dentro delas tem-se que tratar somente de assuntos espirituais; nem em último plano a política deve fazer parte de seus temas.
Entendo que o que está acontecendo faz parte do início do cumprimento das profecias. Lá em Apocalipse diz que o poder político e o poder religioso governarão a terra e a vida das pessoas por certo período de tempo. Acho que as igrejas estão apenas marcando território, sabendo hoje do seu poder de persuasão em relação a seus fiéis, que também são eleitores. Estão acelerando um processo.
As igrejas não pregam a abstenção do voto, mas pregam o voto a favor de candidatos A e contra candidatos B. Tudo isso faz parte de um jogo de tabuleiro, e nós somos as pedras desse grande jogo.
As igrejas de um modo geral não veem os seus problemas e nem a de seus fiéis. Elas pregam a caridade, mas não ajudam a seus fiéis diante de uma necessidade financeira ou de saúde. Elas pregam a moralidade, mas não se importam com seus pedófilos, tarados, homossexuais e toda sorte de tranqueira que existe dentro delas. Esses líderes religiosos estão ignorando o que está escrito na Palavra, que mostra de forma fácil e simples como o cristão verdadeiro deve se comportar.
Essa é uma relação perigosa e que pode trazer grandes dissabores para os verdadeiramente fiéis. Infelizmente é algo irreversível, de curso imutável. Vai acontecer tal qual está escrito na Palavra.
Na Segunda Carta de Pedro, em 2:3 diz: “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas”. As igrejas hoje são um grande negócio. Seus dirigentes levam uma vida de rei. Não pagam imposto ao Estado, mas querem receber dízimos de seus fiéis. Como podem opinar em questões de Estado se nem impostos pagam? Deviam pregar também que o dízimo foi abolido, como costumam se referir ao 4º Mandamento. E olha que elas zelam por nove dos dez mandamentos e a fidelidade do dízimo, sendo que o dízimo teve início bem antes das tábuas da Lei. Querem receber o dízimo do fiel, mas querem abster-se de pagar ao Estado onde vivem, passando por cima de mais um mandamento, no qual diz que devemos nos submeter aos governos da Terra, que são constituídos por Deus. Como também Jesus Cristo quando indagado sobre tributos, disse em Marcos 17:17: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
E toda essa ladainha de que igrejas serão fechadas, não procede. Os dirigentes dessas igrejas sabem disso, eles têm a Palavra na mão, já leram lá e sabem o que de fato acontecerá, segundo a fé de quem acredita na Palavra. Senão a Palavra será mentirosa, quando afirma que Igreja e Política se unirão para governar o mundo.
Tentar impedir a convivência e o casamento entre homossexuais, algo corrente nesse país e planeta, também é ir de encontro ao que está na Palavra, segundo Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; 27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro." Toda essa situação já havia sido prevista.
Quem é cristão e costuma ler a Bíblia, sabe que nada disso que dizem é novidade. Somente aqueles que raramente leem a Bíblia, os que ficam ouvindo mais ao dirigente, é que ainda acreditam no que eles dizem.
E independente da crença e da religião, o voto é pessoal, livre e intransferível. Além do que, só vota se quiser: cada um pode tornar seu voto facultativo.
E para que não paire dúvidas, sou contra o aborto. Infelizmente essa prática criminosa que acontece desde muito tempo entre as melhores famílias e em todas as classes sociais e setores da sociedade, continuará acontecendo com lei ou sem lei entre quem não tem amor no coração.

5 de outubro de 2010

Seus palhaços, deixem o Tiririca trabalhar!

Só porque Tiririca, um cidadão de pouca instrução, foi o mais votado deputado federal do país, agora querem tirar o direito dele de assumir, alegando que o mesmo é analfabeto. Por que então permitiram que ele se filiasse a um partido para concorrer? Por que deram a ele um título de eleitor e a outros tantos milhares de brasileiros na mesma situação? O título confere o direito a qualquer cidadão que o possui a candidatar-se a um cargo eletivo ou somente o de direito de votar se acaso ele não tiver pedigree?
O que acontece é que os “senhores de sangue azul” não aceitam o fato de que os votos que ele tirou são de eleitores já decepcionados com esses mesmos “nobres” que comandam a política nesse país e que até agora a única coisa que fizeram foi tirar proveito da situação, deixando os interesses do povo depois do último plano.
Certa vez, quando o voto era por cédula, o macaco Tião recebeu 400 mil votos para prefeito do Rio de Janeiro e foi garfado. Será que farão o mesmo com o Tiririca? Será que garfarão esses milhares de votos? Qual o problema do Tiririca assumir? Ele acaso não é cidadão desse país? Ele acaso não tem um título que lhe dá o direito de votar, de opinar? Por que também não pode se oferecer como opção dentre tantos milhares de falsos palhaços que têm assento na Casa do Povo? Tiririca pelo menos é um palhaço autêntico, verdadeiro, original. E eles?
E afinal, para que servem os assessores que os “senhores de sangue azul” mantém aos milhares? Tiririca acaso não pode pagar pelos mesmos assessores?

4 de outubro de 2010

Deu o esperado

Como sempre acontece, os candidatos financiados foram eleitos. Se não todos, mas pelo menos a grande maioria o foi. Elegeram-se os que podiam dar um tanque cheio de gasolina antes e durante a eleição; os que podiam andar por aí com as burras cheias de dinheiro para assediar aos também desonestos eleitores, que são milhares.
Não adianta falarmos em reforma política, se nós eleitores não passarmos antes por uma reforma de consciência. A compra e venda de voto é coisa antiga, não tem como banir a essa prática através de leis: só se o eleitor se conscientizar. E é besteira pensar e dizer que somente o eleitor pobre é que vende voto.
Uma vergonha que em 2012 teremos o desprazer de ver novamente, protagonizado por esses mesmos personagens, nas eleições municipais. E novamente a mesma prática entrará em ação, pois esses personagens trarão mais dinheiro na burra, já que conseguiram uma fonte inesgotável de recursos (escusos).
Votar consciente está se tornando pura perda de tempo num sistema político aristocrata e de eleitores corrompidos.
Porque candidatos como Tiririca e Romário foram eleitos, agora falam em reforma política. Estão conseguindo coro até mesmo entre os milhões de “tiriricas” que estão elegendo a esses aristocratas. Querem tirar o meu e o seu direito de participar como candidato numa eleição. A nós que não somos da linhagem de quem comanda o cenário político nesse país caberá somente a insignificância de eleger aos de sangue azul. Com essa reforma nos moldes que desejam os que comandam a política, ficará oficializado que somos um país aristocrata, faltando apenas adotar oficialmente o sistema de castas, sistema esse que silenciosamente já existe. A vontade dos defensores da reforma política é elitizar a política.
Se isso acontecer nessa pretensa reforma eleitoral, deixarei de votar, já que não poderei concorrer. Nada mais justo que esquecer o título.

30 de setembro de 2010

No tabuleiro eleitoral

Enquanto o processo eleitoral é jogado como num jogo de xadrez, onde nós eleitores somos equivalentes aos peões do xadrez, das nossas salas em frente à TV estamos alheios ao jogo enquanto assistimos sua excelente programação. Quem pode, quase sempre, assiste mastigando ou bebendo alguma coisa. Os que não podem ficam mesmo de braços cruzados, sentados naquele velho sofá na sala, fazendo aquele movimento curto de abre e fecha pernas rapidamente como se fosse um tique nervoso, enfiando peidos no velho e encardido sofá enquanto esperam uma ordem para levantarem-se para a próxima jogada já esquematizada pelos mentores desse jogo.
Somos os peões num tabuleiro de xadrez, onde os jogadores só precisam da gente pra iniciar o jogo. Depois de iniciado o jogo ele é jogado somente por eles, que sempre movem aos peões no sentido em que a jogada lhes favoreça. Só eles sabem pensar na próxima jogada, nenhum peão é capaz de pensar uma jogada.
Os tempos mudaram, mas o jogo continua do mesmo jeito: os peões sempre sendo movidos no mesmo sentido. As estratégias dos novos jogadores é um pouco diferente, mas continua sendo o mesmo jogo.
Nesse momento temos vários tabuleiros, vários jogadores e milhões de peões sendo movimentados no sentido que melhor atenda aos jogadores. Quem sabe jogar melhor, move melhor e pode ganhar o jogo. Os peões são os que menos importam depois do resultado do jogo... Até que outra partida seja iniciada.

29 de setembro de 2010

Eleições 2010: é o momento para corrigir os erros

Todos reclamam das falhas das leis e de quem as elaboram. Reclamam também que elas não funcionam contra os do andar de cima.
Ninguém quer lembrar de que quem opta pelas leis existentes é a sociedade, a partir do momento que passa uma procuração em branco através de seu voto para um parlamentar.
Se o eleitor não fosse envergonhado e não tivesse um discurso tão puritano, ele mesmo se ofereceria para o sacrifício de representar aos demais iguais a ele. Mas como sofre de excesso de honestidade, o resultado são esses parlamentos que temos no país em todas as esferas de governo: municipal, estadual e federal.
Agora, apareçam candidatos sem financiamento, sem dinheiro para pagar pela gasolina nas carreatas e sem dinheiro para pagar aos formiguinhas para vê o resultado. Nunca se elegem! Ficam no rabo da fila na preferência do eleitorado. Viram até piada.

17 de setembro de 2010

Ilha da fantasia

Ouvindo o que os candidatos a deputado estadual e federal dizem, ficamos confusos. Todos eles de alguma forma são responsáveis pelas boas “coisas” que acontece, segundo a ótica deles do que são boas coisas.
Apregoam em seus programas no horário eleitoral que trouxeram emendas para isso e para aquilo. Pela quantidade de emendas, dinheiro para fazer obras, a cidade era pra ser um brinco.
A realidade é outra. O que vemos nas ruas são esgotos a céu aberto, lixo por toda parte. Na cidade para onde veio tanta verba de emenda não tem um palmo de esgoto sanitário, não tem tratamento de lixo, não tem água potável. A água ruim que é fornecida, e consumida por quem não pode comprar outra água, chega passar de mês sem pingar nas torneiras. Quer dizer, não tem nada de quase tudo que é necessário.
A impressão que fica é que a cidade para a qual eles destinam tantas verbas não seja essa onde moramos, mas outra cidade qualquer nesse imenso país.
Ninguém assume o esgoto a céu aberto, a falta de esgoto sanitário e a falta de água potável que obriga a quem não pode comprar água potável ir buscá-la em latas, baldes e tambores, nos logradouros públicos onde estão os poços artesianos; os altos índices de violência e as suas causas e as suas vítimas; os hospitais públicos sucateados e abandonados, onde as pessoas imploram por um atendimento digno; nem a falência do ensino público. Nada disso tem dono, nada disso eles assumem.
Reflita bastante antes de votar. Só o voto pode mudar todo esse quadro.

10 de setembro de 2010

Os invejosos

Partidos reagem a fenômeno Tiririca
Fonte: IG
O fenômeno Tiririca, que hoje é apontado pelo Ibope como dono de 1 milhão de votos para deputado federal, despertou uma reação em alguns partidos políticos, em São Paulo, que se sentem prejudicados e consideram ilegal a estratégia do humorista de fazer campanha com o nome de seu personagem.
No horário eleitoral de ontem vários candidatos fizeram referência a Tiririca tentando alertar o eleitor sobre o risco de optar por este “voto de protesto” e depois se decepcionar com a atuação do deputado.
O presidente estadual do PSB, deputado federal Márcio França, de forma didática, argumentou na televisão que a profissão de palhaço é honesta, mas que na política cada um tem o seu lugar e pediu ao eleitor que vote de forma consciente.
Mas a reação maior será mesmo na Justiça. França está consultando o advogado Helio Silveira, especialista em direito eleitoral, para entrar com representação judicial com as seguintes indagações:
- É possível um personagem ser eleito a um cargo político? É possível fazer campanha como um personagem? O eleitor tem consciência de que quem irá tomar posse é o senhor Francisco Everardo Oliveira Silva [nome verdadeiro de Tiririca]?

Afinal qual o problema em se eleger mais um personagem? Porque esses senhores que se apresentam no horário político pedindo o voto, são apenas personagens. Falando assim, tem-se a impressão que é gente séria falando.
Fala sério doutor!!!

Os imorais

Pra mim o político bom é aquele que FAZ e não ROUBA e não deixa ROUBAR.
Tenho ouvido muitas pessoas dizendo que "fulano" roubava, mas fazia. Isso é inteligente?
A questão do servidor, principalmente o eleito, usar os serviços públicos, seria mais para que eles não deixassem de dá manutenção aos serviços. Se eles não usam, como saberão se a saúde, por exemplo, está atendendo satisfatoriamente? Ademais temos outro ponto em questão: o político que detém mandato não está ali a força, ele se ofereceu para tal cargo, inclusive prometendo durante sua campanha mais saúde, mais segurança, mais educação, mais empregos, mais desenvolvimento. Ou seja, ninguém os obrigou a se apresentarem para a tarefa, eles assumiram compromissos.
Em relação à saúde, educação e segurança, nada disso deveria ser abordado em campanhas, já que é constitucional. Não precisam fazer nada além de fazer cumprir a Lei.
Acontece que os caras por não usarem os serviços públicos, não estão nem aí se eles funcionam ou não. As pessoas que trabalham na vida privada pagam pelo que elas querem usar, é justo, trabalham para usufruir do seu suor. O que não é justo é o sujeito ganhar e nada dá em troca pelo salário que recebe. Ninguém é obrigado a pagá-lo pelo desserviço que presta. Sem contar que ainda estipulam seus próprios salários sem consultar a quem lhes paga: o povo.
Acredito que se a grande maioria da população tivesse acesso a alguns benefícios e mais oportunidades, a violência seria bem menor que agora. Não é aceitável as pessoas colocarem grades nas portas, morrerem nas portas dos hospitais por falta de atendimento ou por causa de um péssimo atendimento, não é normal uma pessoa nos tempos de hoje, com todas as condições favoráveis, sair da escola sem ao menos saber as quatro operações matemáticas. Tem-se a impressão de que o sujeito nunca precisará fazer uma conta sozinho.
A prova da desfaçatez de nossos políticos estamos vendo agora: ainda estão falando em fazer coisas básicas e que já deveriam estar funcionamento muito bem há décadas.

6 de setembro de 2010

Militância política: é muito difícil

Tenho dúvidas quanto a essas pessoas apresentadas como sendo militância de candidato A ou B. Não acredito de jeito nenhum que uma pessoa saia de sua casa e vá panfletar ou participar de carreatas ou passeatas e ostentar bandeirolas e aplaudir a esses candidatos em comícios, apenas porque acredita na causa e nas propostas dele. Pode até haver algumas exceções, mas são muito raras e que não se sujeitam a esse papel, torcem pela vitória do candidato, mas de forma discreta e moderada. Acredito que a grande maioria que agita bandeiras, aplaude e vaia, está ali por causa dos trocados que estão recebendo para representarem o papel de “militante”. Algumas dessas são pessoas ligadas a esses candidatos e esperam sua vitória para poderem usufruir dos benefícios diretos, como emprego, nomeação etc. Vejo a militância semelhante a essas pessoas que participam de programas de auditório de televisão, onde eles aplaudem, gritam e vaiam quando o animador de palco lhes faz o sinal ou quando a ordem aparece em forma de letreiros em painel eletrônico: estão ali por um lanche ou por alguns trocados. Hoje esses militantes fazem isso por esse candidato e amanhã por outro candidato, militam por quem lhes paga. Mas uma coisa é certa: eles votam nesses candidatos. Acredito que para não fazer desfeita ou por receio do candidato monitorar os votos deles.

4 de setembro de 2010

Lembrou de mim

Tempos atrás, quando presidia a uma associação, tinha os e-mails de todos os deputados estaduais do Pará. Enviava a todos eles, quinzenalmente, um informativo da associação no formato PDF, uma página apenas. Até hoje nenhum deles respondeu ou comentou a respeito dos informativos. Depois de algum tempo os e-mails passaram a ser devolvidos, como fossem inválidos.

E aí, dias atrás, recebo um e-mail de um deputado estadual que é candidato a federal, no qual ele pede ajuda financeira para percorrer todo esse longo caminho até Brasília. Naturalmente que vai derramar sua última gota de sangue para defender em Brasília a meus interesses, como fez quando deputado estadual. Vejam só, nunca respondeu a nenhum dos inúmeros e-mails que mandei para ele. Agora que precisa de dinheiro para bancar a campanha, ele e sua equipe lembraram do meu e-mail.

É dessa forma que esses políticos tratam ao cidadão, que só é lembrado nessas situações. Depois de eleitos costumam virar as costas a todos, independente de terem ou não votado neles.

31 de agosto de 2010

A realidade do primeiro mundo para o estrangeiro

Espanha desarma rede de exploração sexual de homens saídos do Brasil
Operação da polícia espanhola prendeu 14 pessoas em diversas cidades. Brasileiros eram aliciados e recebiam cocaína e viagra.
A polícia da Espanha desarticulou a primeira rede de tráfico de homens, a maioria provenientes do Brasil. Segundo comunidado da polícia, os brasileiros recebiam cocaína, popper (uma droga para estimulação sexual) e viagra "para se prostituírem 24 horas por dia". Ao todo, 14 pesoas foram presas em diferentes províncias da Espanha, segundo comunicado da polícia divulgado nesta terça-feira (31). O G1 entrou em contato com os consulados brasileiros na Espanha, mas até as 7h50 não obteve resposta.
Fonte: g1 globo

Para a grande maioria de estrangeiros oriundos de países pobres que vai para a Europa, com raras exceções, a única opção de trabalho é o da prostituição. As pessoas tentam fazer de conta que não é isso que por lá acontece, mas a realidade não deixa mentir.

É difícil acreditar que esses homens e mulheres tenham ido enganados para a Europa. É preciso ser sem nenhuma noção do mundo para que alguém se deixe enganar assim tão facilmente e acreditar que lá ele tem a chance que não tem em sua pátria. É impossível chegarem lá e disputarem o mercado de trabalho com o europeu preparado desde berço.

Essa não é a primeira vez que a Espanha denuncia o aumento da prostituição praticada por estrangeiros, que em sua maioria são brasileiros, como já revelou pesquisa feita recentemente pelas autoridades espanholas.

Então vou fazer como Biafra e não vestir azul.

Invasões

A coisa não vai ficar fácil em Marabá para quem tem grandes áreas de terras nas proximidades da cidade. Com essa projeção de que a cidade dobrará seu número de habitantes e considerando que a cidade não está preparada para atender a essa enorme demanda por habitação, isso sem considerar os outros serviços básicos, a solução para os novos moradores que para cá virão em busca de oportunidades e com pouco dinheiro no bolso, será a de invadir a essas áreas. Esse pessoal não vai ficar ao relento. Tem muita gente achando que toda essa população que bate às portas de Marabá ficará hospedada nos hotéis e kitnets espalhados pela cidade, que não são nada baratos, diga-se de passagem.
Invasão é um problema que já existe, mas que tende aumentar ainda mais.

30 de agosto de 2010

Voto: uma faca de dois gumes - Parte III

Muita atenção com essas campanhas milionárias, o dinheiro não é deles. Tão logo sejam eleitos terão que devolvê-lo. Mas como devolverão algo que não têm? É simples: tirando da saúde, da educação, da segurança... Resumindo: tirarão de nosso couro.

Portanto lembre-se das vezes que você precisou de um curativo e indo ao posto de saúde deu com os burros n´água, teve que comprar todo o material necessário para o curativo. Da saúde pública você só utilizou a mão de obra, não é verdade? Lembre-se de seu vizinho que já passou por isso, caso você ainda não tenha tido a necessidade de um atendimento médico.

Lembre-se da segurança que estão nos oferecendo: vivemos literalmente atrás das grades.

Lembre-se que seu filho saindo dessa escola que os próprios políticos e candidatos não colocam seus filhos pra estudar, ele não terá a menor chance no mercado de trabalho, ou como autônomo: não está sendo preparado para nada. O caminho mais rápido e fácil para ele será a prostituição e o mundo do crime, até tombar por terra. Temos visto inúmeros casos.

Lembre-se da vez que você foi assaltado e levaram seu celular, pertences, documentos os quais você teve que correr atrás e pagar para ter a segunda via, da motocicleta que você começou a pagar. Em nada disso o Estado te ressarciu. É aqui que nossos representantes deveriam entrar: fazendo leis para nos proteger e nos ressarcir dos danos causados pela ação dos criminosos que eles deixaram tomar de conta do "pedaço".

Muita gente nessa cidade já teve o desgosto de comprar uma moto, perdê-la para um marginal e continuar a pagando. Cadê os direitos do cidadão? Quem é que pode ajudá-lo diante duma situação dessas? O prejuízo é todo nosso. LEMBRE-SE DISSO.

Tem muito mais mazelas que não foram citadas, mas que as vemos diariamente quando andamos pelas ruas da cidade. Atentemos para isso! Não nos deixemos levar por tapinhas nas costas e nem por esses discursos de que fiz e vou fazer muito mais.

28 de agosto de 2010

O exemplo vem dos de cima e se alastra igual fogo na pólvora

Juiz militar do caso Cissa é preso por furto de cabos de telefonia no Rio
O juiz militar e capitão da PM Lauro Moura Catarino foi preso enquanto furtava cabos de telefonia da Oi, na Praia de Botafogo, no Rio, na madrugada da última sexta-feira (27). O capitão era responsável por julgar os PMs acusados de receber propina para liberar o atropelador do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Poucas horas antes da prisão, ele havia participado na quinta-feira (26) da audiência da Auditoria Militar em que os PMs acusados foram ouvidos.

Eu, na minha ignorância, atribuo esses comportamentos a dois fatores. Um deles é mais antigo e está ligado à forma que fomos colonizados e por quem. O segundo fator é mais atual e tem a ver com falta de punição. É nesse segundo fator que a situação complica ainda mais, pois as classes de baixo (povo) copiam o comportamento das classes de cima (os detentores do poder político e toda sua base de sustentação).
Do jeito que a coisa vai nesse país, quem terá autoridade moral para dizer o que é certo e errado?
Tudo isso começou quando os espanhóis foram enganados no Tratado de Tordesilhas. Ou será que se deixaram enganar?

Voto: uma faca de dois gumes - Parte II

Fico triste, e creio que muitos têm o mesmo sentimento, quando ando pelas ruas e vejo as casas com suas grades nas portas. Ninguém sentado à frente de sua casa para conversar com o vizinho, como víamos cerca de 20 anos atrás. Ruas desertas que dão um frio na espinha quando transitamos por ela. Todo mundo com pressa para chegar em casa: olhando para os lados, se apegando a Deus quando é cristão e quando não, se apegando ao vento. A insegurança assola a cidade e todo o Estado.
Dirão que é o progresso; muito dinheiro na cidade; explosão demográfica; migração etc. E no Japão? Deve ser um inferno viver por lá.
Agora pouco precisei atravessar a Praça São Francisco, que um dia foi local de lazer. Agora se encontra suja, fedorenta e servindo de abrigo para crianças e adultos que vivem ali mendigando uns trocados.
E não nos enganemos pensando que o problema resume-se à violência que nos atemoriza. A vadiagem e o abandono dos doentes mentais é outro problema para todos nessa cidade. Sei que isso não é exclusivo de nossa cidade, mas não deveríamos ter uma população tamanha de pessoas nessa situação, quando o Estado e município são uns dos mais ricos desse país. ISSO NÃO É DE HOJE, VEM DE LONGAS DATAS.
Em 2007 o PIB de Marabá chegou a 3.1 bi. Em 2009 foi mais de 64 mi do FUNDEB. É muito dinheiro que entrou e continuará entrando. E só ouvirmos discursos, sandices, chacotas, lorotas. Nenhuma atitude por parte das autoridades que elegemos. Ouvimos apenas desculpas, de que o problema não é dele, é de fulano, de cicrano, de beltrão... Menos deles.

27 de agosto de 2010

Voto: uma faca de dois gumes - Parte I

Vi uma pequena parte do debate de ontem a noite dos candidatos ao governo do Pará. Claro que sabemos de trás pra frente toda aquela lengalenga de vou fazer, de fiz e vou fazer muito mais que os candidatos, a toda eleição, usam. Não mudam uma vírgula do discurso, que de tanto ouvirmos, nem seria necessário repeti-lo.
Cada um mais insano que o outro em suas promessas de sempre. Tem-se a impressão, e acho que é intencional passar-nos essa impressão: de que é a primeira vez que eles falam ao eleitor, de que nunca assumiram nenhum cargo conduzido pelo eleitrouxa. Como dizem por aí: caras de pau.
Mas a mim parece muito mais que simples caras de pau. Penso que eles tomam alguma coisa para se comportarem daquela maneira diante do público para o qual estão falando. Pela fisionomia dos mesmos, eles não têm nenhum traço de vergonha, de arrependimento pelo que estão falando, acredito que tomam alguma coisa para os deixar com a cara de quem não eles que estão ali.
É uma total falta de respeito com a inteligência dos outros, como diria certo âncora da TV brasileira: "É um acinte". Tenho cá comigo que nossos políticos acreditam verdadeiramente que nascemos desprovidos de cérebro, não vejo outra explicação diante da tática até hoje usada por eles na captação do voto.
Torço para que nós, homens e mulheres que apregoamos pelos cotovelos que somos sérios e que abominamos a desonestidade, um dia deixemos a timidez de lado e metamos a cara pra valer no mundo político, para verdadeiramente assumirmos nosso papel de condutores de nossas próprias vidas, sem esquecermos, naturalmente, da coletividade.
Pode até demorar chegar esse dia, mas chegará. Já estamos vendo indícios de esse dia se aproxima. O eleitor está aprendendo a duras penas a importância do voto. Isso é gradativo mesmo, mas vai acontecer. É muito sofrimento e descaso para não ser sentido, notado.

Exemplo de cidadania

Ao prefeito
O leitor Alfredo Rodrigues Filhos, morador da Folha 25, fez chegar à Coluna Voz do Povo esta semana cópia do texto de ofício que ele diz ter protocolado junto ao gabinete do prefeito Maurino Magalhães com reinvidicações quanto a demandas daquele bairro da Nova Marabá. No documento, ele descreve o abandono social a que estão relegados os moradores daquela folha pela administração pública. Ele também convida o gestor a visitar aquela localidade para conhecer a realidade do local. Segundo ele, entre os problemas estão a poeira no verão e, no inverno, inúmeros buracos, lama e constante isolamento provocado pelos alagamentos das ruas desprovidas de esgoto.
Fonte: Correio do Tocantins, Coluna Voz do Povo, Edição 2100, Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

Como seria diferente se todos exigissem dos políticos eleitos o que eles prometeram do alto de seus palanques, quando pediam nosso voto. Com certeza não teríamos “estranhos” cheios de boas intenções, se oferecendo para nos "representar", para depois de eleitos nos virarem as costas, fingindo que o problema não existe e não é com eles.
Esse cidadão é um exemplo a ser seguido.

26 de agosto de 2010

Inclusão Digital: interligando o Brasil

"Como não vamos fazer o acesso final, precisamos de parceiros de pequeno e médio porte nessas cidades. Esperamos que, com esta lista, os parceiros apareçam. Na hipótese de não haver parceiros, se abre a possibilidade de algumas cidades serem substituídas. Mas achamos que os servidores regionais e locais vão nos procurar", disse Santanna (presidente da Telebras)
Assim que os contratos forem assinados, disse ele, a expectativa é de que a banda larga comece a funcionar em até 45 dias nessas localidades.

Abaixo a lista das 100 primeiras cidades beneficiadas pelo PNBL (Programa Nacional de Banda Larga). O valor cobrado por cliente será entre R$ 15 a R$ 35, pra uma velocidade de 512 Kbps.

Fonte: g1


Alagoas: Arapiraca, Messias, Palmeira dos Índios, Joaquim Gomes, Pilar, Rio Largo;

Bahia: Feira de Santana, Itabuna, Camaçari, Governador Mangabeira, Eunápolis, Governador Lomanto, Muritiba, Presidente Tancredo Neves;

Ceará: Sobral, São Conçalo do Amarante, Quixadá, Barreira, Maranguape, Russas;

Espírito Santo: Cariacica, Domingos Martins, Conceição da Barra, Piúma, São Mateus, Vila Velha, Itapemirim;

Goiás: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Itumbiara;

Maranhão: Imperatriz, Paço do Lumiar, Presidente Dutra, Porto Franco, Grajaú, Barra do Corda;

Minas Gerais: Barbacena, Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Ibirité, Sabará, Uberaba, Ribeirão das Neves, Santa Luzia;

Paraíba: Campina Grande, Campo de Santana, Araruna, Riachão, Dona Inês, Bananeiras, Duas Estradas;

Pernambuco: Carpina, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Paudalho, Limoeiro, Aliança;

Piauí: Piripiri, Campo Maior, José de Freitas, Piracuruca, Batalha, São João da Fronteira;

Rio de Janeiro: Angra dos Reis, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Piraí, Mesquita, Rio das Flores, Duque de Caxias, Casimiro de Abreu;

Rio Grande do Norte: Santa Cruz, Nova Cruz, Passa e Fica, Parnamirim, Lagoa d´Anta, Extremoz, Açú;

Sergipe: Nossa Senhora da Glória, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras, Japaratuba, São Cristóvão, Carira;

São Paulo: Campinas, Guarulhos, Pedreira, Serrana, Conchal, Embu, São Carlos;

Tocantins: Gurupi, Araguaína, Guaraí, Paraíso do Tocantins, Wanderlândia, Porto Nacional.

O assunto exige reflexão

É PROIBIDO PENSAR

Fonte: http://www.miltonfariatv.blogspot.com/

Programa politico eleitoral no radio e na TV é mesmo uma gozação absurda à inteligençia.Candidato nivela todo mundo por baixo e não muda o discurso.Em qualquer nivel da campanha politica seja ela nos municipios, nos estados e até nas campanhas para cargos federais a conversa é sempre a mesma.Deduz-se então que é proibido sair da burrice e do desrespeito dos ataques e usar os horarios para debates inteligentes e engrandecedores.Nesta campanha eleitoral para presidente da Republica neste ano de 2010 por exemplo a gente ve na TV as mesmas propostas e promessas que estiveram presentes em outras campanhas e ve tambem o retorno dos ataques que são recorrentes.Em Minas Gerais as pessoas diriam que se trata do sujo falando do mal lavado ou a carne falando mal do toucinho.Bolsa familia,promessas de melhoria na saude,educação e segurança, geração de empregos,aumento da renda,mudanças nos modelos existentes e todo o repeteco de sempre,que acaba quando acaba o periodo eleitoral e os vencedores assumem seus cargos.As promessas são esquecidas e na proxima campanha começa tudo de novo. É impressionante como os candidatos são iguais e as retoricas, as mesmas.
Quem resolveu perder um tempo na frente da TV para assistir aos primeiros debates levados ao ar pela TV e na internet,viu apenas um bate papos mansos, onde ninguem questionou ninguem,as perguntas recorrentes foram respondidas por todos os candidatos com respotas recorrentes e em alguns momentos evasivas, temas polemicos e de interesse publico foram evitados ao maximo, tudo que foi ma noticia foi esqueçido e ao final, todo mundo se abraçou e tudo bem.Ficou pareçendo até que a imprensa como um todos fez um belissimo trabalho a favor da democracia informando ao povo do pais sôbre o perfil dos candidatos.
No Brasil e nas democracias ocidentais meus caros, oposição e situação comem no mesmo prato e apenas se degladiam quando interesses partidarios ou de corporações que investem em campanhas são contrariados.O povo, como dizia Zelia Cardoso nos tempos de Collor de Melo,é apenas um detalhe, o detalhe do voto.Pagamos no Brasil a mais alta carga de impostos do mundo e temos serviços que são piores do que em alguns pobres paises da Africa.Esta é a verdade.Enquanto vemos a violençia,a desonestidade e a corrupção crescerem em todos os niveis vemos que tudo isto é usado contra nós no aumento de audiençia de meios de comunicação de massa que respingam sangue nas nossas caras em noticiarios que apenas usam tudo isto para aumntarem niveis de audiençia.Voce meu caro, ja parou para ver depoimento de pessoas que perderam entes queridos em assassiantos brutais ou familias atingidas por desabamentos? Voce ja parou para prestar atenção nas caras de autoridades prometendo abrir inqueritos que nunca terminam e que em raras ocaisiões rendem algum tipo de punição? Todos os noticiarios em radio,tv,jornais e internet são iguais, como iguais são todas as partidas de futebol, todas as novelas, todos os filmes,todos os candidatos, todas as campanhas politicas e toda a informação que nos cerca todos os dias.É absolutamente tudo igual.
Ao poder que domina a coisa que menos interessa é a inteligençia de quem pensa.

25 de agosto de 2010

Perguntar não ofende

Se você tiver a oportunidade de ser cumprimentado com um aperto de mão por algum candidato a deputado estadual ou levar tapinhas nas costas seguidos daquela já conhecida pergunta de como vai sua família, aproveite o cortejo para perguntar o que ele pode, na condição de autoridade eleita pelo povo, fazer pela saúde, educação e segurança.
Alguns dirão que sua função é fazer emendas para conseguirem verbas para serem aplicadas em obras, as quais citarão inúmeras, de nosso total desconhecimento. Mesmo assim pergunte se ele acompanha ou fiscaliza a aplicação correta dessa verba. Se com a resposta dele você chegar à conclusão de que o cargo de deputado estadual é meramente decorativo (no plano municipal, idem para vereador), significa que você está começando a abrir os olhos. E isso é bom, porque na próxima eleição você estará mais exigente, mais criterioso e mais rigoroso quanto a escolha de um representante (municipal, estadual ou federal) de tamanha importância, que querendo ou não, seu péssimo desempenho influirá em muito na vida de todos.

Musiquinhas

Nessas eleições, ao que parece, vamos eleger os deputados estaduais através de suas musiquinhas de campanha, já que propostas de trabalho eles não tem nenhuma para apresentar: nem os que já estão assentados, e nem os que buscam o assento no parlamento estadual pela primeira vez. As promessas já manjadas de sempre: mais saúde, mais trabalho, mais educação e mais segurança já não surtem efeito, por isso apelam para as musiquinhas.
Em seguida virão com suas carreatas, aumentando ainda mais a poluição sonora que já fazem com suas musiquinhas. Portanto, para que você não aperte a tecla errada e perca seu voto, fique de ouvidos abertos para as musiquinhas.
Só para não deixar dúvidas quanto aos participantes das carreatas promovidas pelos candidatos, são todos voluntários e entram com sua própria gasolina. É tudo pela causa.

23 de agosto de 2010

Vivendo e não aprendendo

O que fazer para melhorar a educação? Essa é a pergunta feita pelos especialistas e analistas da área. Não sei se também é uma pergunta dos políticos.
Não sou da área, mas vou dar uma "sugestão" de graça: é voltar a educação a seus moldes antigos, onde o aluno tinha que fazer seletivo para conseguir uma vaga na rede pública de ensino, que não era tão boa assim, mas era muito melhor que hoje. Voltar também a repetência e estipular uma média de no mínimo 7.
Esse negócio de passar o aluno e ele ficar devendo matéria foi invenção do DEMO, tudo proposital. O sujeito sai do ensino médio e não sabe quanto é 7x7; porcentagem nem se fala, é exigir demais; não sabe o motivo pelo qual o dia 15 de novembro é um feriado nacional; não sabe o que é logradouro; não sabe elaborar o próprio currículo, aliás, não sabe nem o que é um currículo. E se os pais não gostarem é só colocar seus filhos na rede privada, lá também se ensina. Se bem que tenho minhas dúvidas quanto a eles não gostarem.
Será que o sujeito que hoje sai da escola pública vai ter capacidade para cobrar alguma coisa a quem de direito? Vai dizer o que quando tiver diante de quem de direito: gaguejar, amarelar, tremer, aceitar passivamente um volte amanhã ou um não? Não está sendo preparado para exercer seu direito a cidadania.
Isso explica, entre outras coisas, a invenção da urna eletrônica: o sujeito só precisa olhar a foto do candidato ou levar a cola com o número dele para poder votar. Tendo que ler uma lista para escrever ou marcar alguma opção, o voto pode ser rasurado. Bem pensado a invenção da tal urna eletrônica para facilitar a vida dos outros. Imagino que pelo grau de dificuldade das pessoas que saem da escola pública, em breve as urnas virão com fone de ouvido: o sujeito terá que responder sim ou não para votar. Vai ficar muito fácil eleger nossos representantes, esses que dizem que a educação vai melhorar caso sejam eleitos.
No passado não tão distante as dificuldades para estudar e lecionar eram maiores, e os alunos da rede pública conseguiam, em sua grande maioria, passar de ano. O que mudou de lá para cá que não conseguem um melhor desempenho que os alunos do passado? Atualmente são inúmeras as vantagens, e a principal é não ser reprovado de jeito nenhum, mesmo não indo na escola. Sem contar que hoje não falta vaga, tem material escolar sobrando, contam com os tios na sala de aula. Bem diferente dos rigorosos “fessores” do passado.
Será que a capacidade intelectual dos jovens de hoje é inferior aos de ontem? Então a teoria da evolução cai por terra nessa questão, já que está havendo aí uma regressão, quando o correto seria evoluírem para superarem a seus antepassados. Não foi isso que aconteceu com a gente: de primatas a homens inteligentes?
As pessoas perderam a capacidade de sobrevivência e superação diante das adversidades. No passado e com todas as dificuldades, se saiam bem melhor.

20 de agosto de 2010

Obra prima

Realmente a Nova Marabá foi bem planejada, ficou muito bonita com suas pistas duplas e largas, principalmente nas VPs. Nenhum problema de congestionamento, já que o tráfego flui muito bem.
Só pecaram em dois detalhes: esqueceram de fazer as calçadas para o pedestre, que tem que dividir as belas pistas com os veículos, e também as passarelas para que ele atravesse as pistas sem correr risco de vida.
Se bem que calçadas e passarelas são apenas dois pequenos detalhes, diante da obra prima.

Sai pra lá

Quando vejo, ouço ou leio comentários elogiosos dirigidos a algum político, fico com os dois pés atrás em relação à pessoa que o faz. A impressão que tenho é de que a pessoa tece tais comentários por pertencer ao curral do dito político: deve ter uma boquinha, recebe algum favorzinho, está sendo pago ou de alguma maneira recebe algum benefício por ser tão servil. Ninguém em sã consciência, sendo livre, honesto, decente e sem vínculos, elogiará a um político pelos "serviços prestados" ou pela lisura com a qual trata e conduz o bem público.

16 de agosto de 2010

Coisas fáceis de se entender

Se a saúde pública fosse eficiente, de que viveria a saúde privada?

Se a educação pública fosse eficiente, de que viveria a educação privada?

Se a segurança pública fosse eficiente, de que viveria a segurança privada?

É fácil entender o motivo pelo qual alguns serviços públicos de primeira necessidade não funcionam.

14 de agosto de 2010

Exército de boa fé

Vez por outra, passando pelas ruas rumo a minha casa ou para o trabalho, vejo admirado a quantidade de pessoas aglomeradas nesses comitês de campanha. Dizem que trabalham para os candidatos. Essas pessoas são chamadas de formiguinhas, de cabos eleitorais, de correligionários e de assessores. Elas têm a missão de captar votos para os candidatos. Devem fazer isso voluntariamente e por acreditar nas propostas dos candidatos para os quais prestam tal serviço. É de admirar a boa vontade dessas pessoas que aparecem para ajudá-los.

Polícia Cidadã

Debutantes do Morro da Providência vão ter baile com policiais da UPP
Ideia da festa partiu de capitão da Polícia Pacificadora. Organização foi feita com a ajuda de voluntários e gente da comunidade.
Capitão Glauco Schorcht (foto) que inventou toda a festa tem uma par especial. Este foi o primeiro ensaio com a debutante (foto) em cadeira de rodas.
Fonte: g1.globo.com

A polícia precisa voltar a ser como antes para que o cidadão a tenha novamente como confiável e amiga. No passado as pessoas se sentiam muito a vontade quando da presença da polícia. Com o passar do tempo esse sentimento inverteu-se. Mas nem tudo está perdido, ainda há tempo para mudar.

A atitude desse oficial mostra que ainda existe pessoas com vontade de mudar o quadro mal pintado que é esse país. Que essa ação seja coroada de êxito.

Politizar é a única saída

São muitos os comentários de revolta e insatisfação diante das notícias, divulgadas nos blogs da cidade, sobre os desmandos e abuso de poder do atual prefeito de Marabá. A maioria dos leitores que posta comentários nesses espaços, clama pela sua cassação.

Uma opinião particular: não creio que qualquer outro dos candidatos, a época, fizesse diferente caso tivesse sido eleito. Acredito que qualquer um deles faria o mesmo que o atual gestor. É que pelo tamanho da campanha do candidato dá para imaginar o grau de comprometimento dele com os financiadores.

O acesso a internet no Brasil ainda é para poucos, em Marabá não é diferente. O que é dito na grande rede não é do conhecimento da maioria da população. Falar mal, desmoralizar, fazer piadas, detratar, denegrir e culpar a alguns pela eleição do atual gestor não vai trazer de volta o leite derramado.

Conclamar a população para ir às ruas pedir a cassação do prefeito é perda de tempo. A maior parte da população está totalmente por fora do que acontece no mundo político de Marabá depois de apurados os votos e empossado os eleitos. Só prestarão um pouco de atenção na próxima eleição porque terão que votar, como sempre.

Se tem alguém interessado em fazer acontecer mudanças, sem puxar a brasa pra sua sardinha, que comece desde já falando para as pessoas que votar em candidato que ostenta riqueza em campanha é votar em candidato comprometido. Mostrando principalmente as conseqüências ao eleger representantes com o rabo preso a financiadores.

Começando agora, talvez surta efeito daqui alguns anos.

13 de agosto de 2010

Eu mereço, eu mereço, eu mereço...

Assim fica o eleitor depois que o eleito por ele assume e começa mostrar serviço.

9 de agosto de 2010

Babel

No Brasil parece existir uma subdivisão dentro do poder judiciário. A forma como a Lei da Ficha Limpa está sendo aplicada deixa isso evidente. O TSE definiu que a Ficha Limpa deveria ser aplicada nestas eleições de 2010, mas nem todos os TREs seguiram a orientação.
A instância superior não influi na inferior, a instância inferior faz da sua maneira. Dá para entender uma situação dessas, onde o poder maior é sobreposto pelo menor? Afinal de contas para que foi criado tanto tribunal nesse país?
Nós leigos sabemos que a Lei é igual para todos. Desse modo a Lei também deveria ser igual a todos os casos para os quais foi criada.
Confiamos nesses tribunais e os temos como instituições acima de qualquer suspeita, mas parece que eles não falam a mesma língua. Parecem mais uma grande Babel: um faz e outro desfaz.
Do jeito que está acontecendo, fica parecendo que essa lei da Ficha Limpa foi aprovada pelos políticos apenas para agradar aos 1,5 mi de eleitores que assinaram, pedindo a sua aprovação, e aos demais, simpatizantes da ideia. Mas daí para eles a cumprirem é outra história: estão acima da Lei.
Como se dá o acesso desses juízes a esses tribunais?

6 de agosto de 2010

Por que o espanto?

Estão todos estão boquiabertos com o ibope que deu o debate entre os presidenciáveis, o qual ficou muito abaixo do jogo entre São Paulo e Internacional, que disputavam uma vaga na libertadores. Tudo normal, considerando o crédito que os políticos têm entre a população.
Mesmo que não estivesse acontecendo a partida de futebol, o resultado seria o mesmo.
A população está cheia desse pessoal: são todas figurinhas carimbadas. A maioria do eleitorado vota pelas chantagens "oferecidas": não tirar passaporte, como se isso fosse muito importante para o pobre que nem sabe o que é isso; não pegar dinheiro emprestado nos bancos públicos, como se isso fosse muito simples e fácil para o pobre; não matricular o filho nas escolas públicas. Essa, diga-se de passagem, uma grande sacanagem, já que a Constituição garante a educação para todos; não poder participar de concursos públicos, quer dizer, pagar a inscrição até pode, não pode é assumir caso seja aprovado.
As pessoas que carregam adesivos em seus carros ou os deixam afixar em seus muros, o fazem por outros interesses que não são os cíveis. São raras as exceções.
O mérito pelo desinteresse das pessoas em relação ao processo político é todo dos políticos. E a cada eleição esse desinteresse aumenta. Talvez por isso nunca aprovaram o voto facultativo: medo de ficarem somente eles e seus familiares na fila da seção de votação.

3 de agosto de 2010

MIJÓDROMO



Outro dia, estando na fila do banco, ouvi alguém comentando sobre a situação em que a Praça São Francisco se encontra:
- parece mais uma privada aberta de tanto fedor que sai dela. Pra passar pela praça é preciso tapar o nariz ou então dá uma volta pra não passar perto dela e sentir essa catinga horrível. Deviam tirar o nome de praça e colocar de mijódromo.

Até que a sugestão caiu bem, considerando o atual estado da praça.

30 de julho de 2010

Nada que uma corda não resolvesse para sempre

Homem finge ser guarda, invade casa de vizinha e estupra menina
Crime aconteceu em Americana, no interior de São Paulo, nesta sexta (30). Esfaqueada, mãe da garota fingiu-se de morta para escapar com vida.
Um homem de 20 anos identificou-se como guarda-civil municipal para convencer sua vizinha, em Americana, no interior de São Paulo, a abrir a porta da casa para ele durante a madrugada desta sexta-feira (30). Quando a mulher abriu a porta, ele deu nove facadas na vítima. Ao cair no chão, ela fingiu estar morta para evitar mais agressões. Em seguida, segundo os depoimentos, o homem foi até o quarto da família e estuprou a filha dela, de 10 anos. O pai da menina, que trabalha à noite, estava fora de casa no momento do crime.
Após as agressões contra a mãe e a menina, o homem ouviu um telefone tocar e fugiu, assustado, levando o celular da mulher esfaqueada. O suposto agressor foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal, que o encontrou ainda durante a madrugada com as roupas sujas de sangue. A arma supostamente usada no crime estava na casa dele, também suja de sangue.
De acordo com Claudiney Albino Xavier, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Americana, ele responderá por tentativa de latrocínio e estupro de vulnerável. Na tarde desta sexta, a mãe estava internada em estado grave e a menina prestava depoimento à polícia.
Fonte: G1 SP

Temos visto vários exemplos de criminosos com esse perfil que acabam sendo beneficiados pela lei por causa do seu suposto bom comportamento dentro da cadeia. Aproximadamente em um ano, ou bem antes disso, ele estará livre leve e solto para continuar cometendo seus crimes hediondos.
Para esses tipos cabe observar os direitos humanos. E suas vítimas, o que são?

29 de julho de 2010

Tal pai, tal filho

Collor xinga repórter e promete ‘enfiar a mão na cara’
Abespinhado com uma notícia que o incluiu no rol dos políticos alagoanos com “ficha suja”, Fernando Collor telefonou para a redação da revista IstoÉ.
Veio ao telefone o repórter Hugo Marques, autor do texto. Ele está lotado em Brasília. Collor foi ao ataque:
"Se eu lhe encontrar, vai ser pra enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta..."
"...Você vai ter que colocar aí, dizendo que você, como mau jornalista...“
O ex-presidente, hoje candidato ao governo alagoano, não teve tempo de completar a frase.
O interlocutor achou melhor interromper a ligação no nascedouro.
Ouvido pelo repórter Eduardo Neco, do portal Imprensa, Hugo Marques disse: "Eu não queria ouvir insultos e nem responder...”
“...Fico preocupado de ele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada".
Collor não se pronunciou sobre o episódio.
Fonte: Blog do Josias

Collor é filho do senador Arnon Afonso de Mello, que matou a seu colega também senador na década de 60.

28 de julho de 2010

Aprovação automática: um crime que só não vê quem não quer

Se eleito, Mercadante quer fim da "aprovação automática", mas evitando repetência
“Vamos acabar com a aprovação automática imediatamente. Se o aluno está indo mal, vai ter que ter uma política de reforço. Mas escola que não avalia não ensina”, disse o petista. “[Esse sistema] não é para reprovar. É para dizer que não está satisfatório e tem que haver uma política de recuperação desse aluno. Na aprovação automática você finge que aprovou, mas a vida reprova.”
Fonte: eleicoes.uol.com.br

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou em outubro de 2008 que acabaria com a aprovação automática no ensino fundamental naquela cidade e que manteria o sistema de ciclos com reforço escolar para que o aluno pudesse passar aprendendo. Essa medida deveria ser adotada por todos os prefeitos, já que a educação do ensino fundamental foi municipalizada sob o pretexto de evoluir, e não de regredir como acontece atualmente.

A aprovação automática foi uma invenção criminosa: muita gente saindo das escolas públicas com um diploma sem saber de nada, todos lesados. Se a educação era ruim, com esse sistema ficou pior.

Faz-me rir

Num país onde não vai pra cadeia o latrocida, o homicida, o estuprador, o traficante, o assaltante, os mandantes de assassinatos e uma outra infinidade de criminosos perigosos, vai colocar por dois anos na cadeia ao torcedor que invadir o gramado durante uma partida de futebol?
Não seria mais inteligente expulsar aos vândalos que frequentam aos estádios com suas torcidas organizadas e punir aos clubes que os apoiam? Não parece ser tão difícil indentificar a quem faz arruaças dentro dos estádios e a quem os promove.
Por que o Estatuto do torcedor, o anterior, não funcionou? Será que esse novo vai funcionar?
É aguardar as cenas dos próximos capítulos para conferir.

27 de julho de 2010

Esse é dos bão

Juiz implanta 'toque escolar' em Fernandópolis-SP
A cidade de Fernandópolis, no interior de São Paulo, terá a partir de agosto o chamado "toque escolar", que prevê a detenção de todo aluno que for surpreendido fora da escola, durante o horário escolar, e a devolução do faltoso à sala de aula. A medida foi anunciada hoje pelo juiz da Infância e Juventude do município, Evandro Pelarin, o mesmo que implantou o "toque de recolher", em 2005.
Segundo ele, as ocorrências reincidentes não se limitarão ao recolhimento do aluno e sua volta à escola. "Os casos frequentes poderão implicar em sanções aos pais", disse, se referindo à negligência nos deveres do exercício do poder familiar, infração administrativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena para pais negligentes é de multa de três a vinte salários mínimos.
As polícias Civil e Militar e o Conselho Tutelar terão mandados judiciais para coibir a ação dos alunos que "matam" as aulas, buscando-os em ruas próximas das escolas e em lan-houses. Pelarin afirma que o problema de excesso de faltas de alunos matriculados regularmente foi detectado em duas escolas de Fernandópolis, mas há casos pontuais em toda a cidade. "Aluno fora da sala de aula contraria a lei, vamos combater isso", defende Pelarin.
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Taí um exemplo que deveria ser seguido por todos os juízes do Brasil. Esse demonstra preocupação com o bem-estar da comunidade e com a Lei, a qual tem muita gente pensando que ela diz que o menor pode tudo e algo mais sem nenhuma penalidade para ele e seus pais. As pessoas deviam ler o ECA para melhor entendê-lo e cobrar o ressarcimento por danos causados por menores infratores. O ECA diz que a vítima deve ser ressarcida, mas ninguém instrui as vítimas sobre isso.
Capítulo IV
Das Medidas Sócio-Educativas
Seção I
Disposições Gerais
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas:
...
II - obrigação de reparar o dano;
III - prestação de serviços à comunidade;
...
Seção III
Da Obrigação de Reparar o Dano
Art. 116. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima.

23 de julho de 2010

Miquinhos amestrados: na visão de Stallone

Fonte: globo.com
O ator e diretor Sylvester Stallone - que filmou 'Os Mercenários' no Rio de Janeiro em abril de 2009 - fez declarações nada gentis sobre o Brasil e os brasileiros durante entrevista de divulgação do longa-metragem na Comic-Com 2010, em San Diego, nos Estados Unidos. As informações são do site da revista Variety.
"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) diziam obrigado", declarou ele, antes de completar: "Diziam 'obrigado, Obrigado, e tome aqui um macaco para levar para casa'!".
Não satisfeito, Stallone insistiu na "brincadeira" ao fim da entrevista, afirmando que a temporada foi boa por "podermos ter explodido vários prédios e todos ficaram felizes e ainda trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo".
O astro hollywoodiano, que já havia sugerido problemas com a equipe de filmagem na Cidade Maravilhosa também fez uma série de piadas sobre a violência local - dizendo que foram necessários 70 seguranças para garantir o bem estar de sua equipe - e sobre o símbolo do B.O.P.E (Batalhão de Operações Especiais) "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar".

Eles knife in nois and nois indistende the tapeti vermeio and if rir.

21 de julho de 2010

Rápido no gatilho

Pérola: a culpa é do aluno
O coordenador de ensino médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Luiz Otávio Airosa, afirma que: “o Enem não é um ranking que mede o desempenho escolar, por não avaliar o desempenho da escola, mas do aluno. “É uma avaliação do estudante enquanto indivíduo, não como escola”. (texto original no blog do Edmilson)
O texto foi copiado do: Contraponto & Reflexão

O comentário acima foi gerado por causa do desempenho das escolas públicas do Estado do Pará.
Como foi rápido e fácil encontrar os culpados.

Avestruzes

Leio pelos blogues de Marabá a indignação e insatisfação de alguns blogueiros e de seus leitores quanto à gestão atual: tanto quanto ao executivo e legislativo, as decepções são unânimes. Vejo também que há um grande apelo para que a população se posicione e tome alguma atitude contra esse estado de descaso pelo qual a cidade passa. Alguns sugerem que o povo vá para as ruas exigir a saída do atual gestor. Mas aí teriam que exigir também a saída dos legisladores, já que são eles os fiscais do povo e quem primeiro deveriam se manifestar indo de encontro a esses desmandos. É uma situação difícil.
Nós, isso de letrados a iletrados, salvo quando não há interesses escusos por trás da gente, somos pacatos e omissos demais para pedir a mudança de alguma coisa. Quanto a isso nem coloco meu cavalo na chuva pra ele não se resfriar e morrer duma pneumonia.
Diante da incapacidade só nos resta imitar as avestruzes: meter a cara num buraco e esperar que o mal tempo passe. Pedir ou pensar que o povo pode e tem poder para fazer alguma coisa é exigir demais e não conhecer nem a si mesmo.
O que eu tenho feito? O que você tem feito? É fácil chegar à conclusão de que não temos feito nada que vá além do limite de nosso umbigo.
Acho que para se começar alguma mudança, primeiro é necessário fazer a tal da politização: mas quem é que está interessado em abrir os olhos dos outros, quando eles fechados são uma excelente oportunidade para quem enxerga melhor?

16 de julho de 2010

Nem tudo que reluz é ouro

Segundo o que a imprensa local noticia, três motos são roubadas diariamente na cidade de Marabá. Assaltos a mão armada são tão frequentes que a população já não faz ocorrência policial. Só o fazem quando são levados documentos pessoais, os quais dão um trabalhão para tirar a segunda via, ou quando é aparelho celular que requer o cancelamento do mesmo, nesses casos as pessoas fazem a ocorrência para não se complicarem ainda mais, mas não acreditando que terão seus pertences de volta.

A tendência, devido aos investimentos prometidos para essa região, é que a violência aumente diante da explosão demográfica (dizem que o número de habitantes dobrará em cerca de 10 anos) que projetam para essa cidade. Muita gente virá para cá em busca de dias melhores, de oportunidades e de empregos que não existem.

A economia da cidade é toda baseada em cima dos royalties, os quais não chegam aos moradores da cidade (em forma de saúde, saneamento básico, educação, segurança e geração de empregos). O custo de vida aqui é muito alto. A cidade não produz alimentos, tudo é importado, o que acaba encarecendo a alimentação.

Infelizmente a cidade ainda conta com outro problema: administradores descomprometidos com o município onde moram e pelo qual foram eleitos para cuidar dos problemas existentes que eles só veem quando estão em seus palanques. Esses atrasam ainda mais a essa cidade: talvez sejam piores que os assaltantes, que usam como motivo para cometerem tais delitos, a falta de emprego e de dinheiro. E os administradores que ganham muito bem, qual motivo que eles tem para maltratar a essa comunidade?

Para constatar o estado de abandono pelo qual passa a cidade, é só circular por ela, fugindo um pouco dos cartões postais.

A cerca: a bola da vez

Começou a implicância com a cerca que está sendo erguida ao redor da futura Câmara Municipal de Marabá. Uns dizem que não é nada democrático isolar a "Casa do Povo", do povo. Outros defendem a cerca sob a alegação de que ela ali evitará a depredação do "patrimônio público". Outros dizem que a cerca é para dá mais privacidade a nossos edis, que só contam com a comodidade do transporte. São muitos os comentários, coerentes e insanos, em relação a essa cerca.

A foto foi copiada do blogue Contraponto & Reflexão

As pessoas realmente estão perdendo a sensibilidade. Não conseguem compreender um gesto de preocupação com o patrimônio do povo, já atiram pedras. Vamos olhar pelo lado que tão bem conhecemos, que é o da insegurança que assola a cidade. Por esse ângulo podemos também imaginar que a cerca pode estar sendo erguida para evitar a entrada de vândalos e ladrões. Se for essa justifica faz sentido sim o levantamento da cerca, afinal, a cidade está infestada de desocupados, vândalos, ladrões e toda sorte de criminoso.

E se por infelicidade os ladrões entram lá e saqueiam a Casa do Povo, o prejuízo não será maior?

Será que os críticos estão tão cegos que não conseguem ver a coisa por esse lado?

E para evitar ouvir aquela velha piada dizendo que o brasileiro só fecha a porta depois da casa roubada, e diante das circunstâncias e para melhor proteger o patrimônio do povo, seria até louvável criar uma guarda municipal, instalar dentro e fora a algumas câmeras de monitoramento, sensores de movimento, cerca eletrificada e GPS nos pertences da Casa. Segurança é algo que deve ser levado a sério. Concordam?

Do jeito que a coisa anda por aqui, é melhor prevenir do que remediar. Né não?